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Em Walley existe há cerca de vinte anos um museu, no qual podemos ver em exposição fotografias, batedeiras, arreios, uma velha cadeira de dentista, uma pesada descascadeira de maçãs, entre outras curiosidades, como os pequenos isoladores de vidro e porcelana que antigamente se utilizavam nos postes de telégrafo.
Outro dos objectos ali expostos é uma caixa vermelha onde se pode ler impresso D. M. WILLENS, OPTOMETRISTA, com uma nota ao lado que diz o seguinte: «Embora não seja muito antiga, esta caixa de instrumentos de optometria possui um considerável interesse local, pois pertenceu ao Dr. D. M. Willens, que morreu afogado no rio Peregrine em 1951. Supõe-se que a caixa terá sido resgatada, após o infeliz acidente, pela mesma pessoa que, anonimamente, a doou mais tarde a este museu.»
(…)
O aparelho é de cor negra, mas apenas porque assim o pintaram. Em alguns pontos, onde a mão  do optometrista terá roçado amiúde, a tinta desapareceu, deixando à mostra o brilho do metal prateado. (p. 11)

O Amor de Uma Boa Mulher, Relógio D’Água, 2013

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